O que estamos fazendo com a nossa casa?
Se o SENHOR não edificar a casa,
em vão trabalham os que a edificam;
se o SENHOR não guardar a cidade,
em vão vigia a sentinela. (Sl 127:1)
Temos vivenciado um mundo atormentado por distúrbios na natureza: ciclones, tufões, furacões, terremotos, maremotos, tsunamis, inundações, incêndios e uma centena de ações da natureza contra o homem.
Temos nos perguntado por que a natureza está tão revoltada com o ser humano, será que não estamos zelando dela como nos foi delegado?
Temos observado que o ser humano não tem mais segurança em seu trabalho, em seu lazer, em sua casa. A todo o momento ele está à mercê de forças externas e sua integridade fica ameaçada. Vivemos sobressaltados.
O que está acontecendo? Ficou o homem refém de suas ações?
Vejamos:
- Hoje não se tem mais o costume de ensinar o respeito ao Criador. Ele é tratado como se estivesse fora de moda e a Ele não devemos nada, muito menos respeito, temor, amor e gratidão – palavra que se tornou démodé, ou seja, fora dos padrões atuais.
- Estamos assistindo a uma verdadeira mudança de valores, nos ressoa as palavras de Rui Barbosa: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.

Quando o homem foi criado, assim está escrito na Bíblia: “E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a”. (Gn 1:28).
Quando nos foi dado o direito de sujeitar a terra, o objetivo era que produzíssemos com parcimônia, e não para destruir nosso Planeta. Assim também está escrito: “Também seis anos semearás tua terra, e recolherás os seus frutos; Mas ao sétimo a dispensarás e deixarás descansar, para que possam comer os pobres do teu povo, e da sobra comam os animais do campo. Assim farás com a tua vinha e com o teu olival”. (Ex 23:10-11)
Será que assim estamos procedendo, será que estamos dando descanso a Terra? Ou, em nossa desesperada sede de progresso e prosperidade, estamos destruindo a nossa moradia? Se não nos voltarmos para os princípios a nós deixados, pagaremos com muita dor pela nossa desobediência, pois Deus perdoa, mas a natureza cobra aquilo que de mal lhe foi feito.
Em vão vigia a sentinela.